quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Simpósio da Saúde em Palmas


Gestores de diversos Estados e municípios do País que estiveram participando nesta terça-feira, 20, do simpósio de “Modelos de Parcerias no Gerenciamento de Serviços Públicos de Saúde” deram respaldo ao modelo de gerenciamento das Unidades Hospitalares por meio da OSs – Organizações Sociais adotado no Estado.
Para a prefeita de Cubatão-SP, Márcia Rosa de Mendonça Silva é impossível trabalhar saúde utilizando o modelo tradicional de gestão, “a saúde demanda tempos de organização muito dinâmicos que o modelo de gestão pública tradicional não comporta, as parceiras público privadas trazem agilidade, inovação e desburocratização ao setor saúde. Hoje em Cubatão temos o melhor hospital municipal do país com 12 leitos de UTI graças à parceira público privado que temos”, ressaltou a prefeita.


Outro exemplo de sucesso é o Hospital Municipal Infantil Menino Jesus de São Paulo administrado por meio da parceira com o Hospital Sírio Libanês que propicia com um menor orçamento mais produtividade e melhor satisfação como explicou o superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, Dr. Gonzalo Vecina Neto. “Todo o sistema de saúde tem problemas de financiamento, de modelo assistencial e de gestão as parcerias com o setor privado são uma solução que trará sustentabilidade ao sistema. “Todo o sistema trabalha com o setor privado, o que diferencia este modelo e a forma de contratação”. O Estado de São Paulo tem hoje 37 unidades sendo administradas por OS.

Esta busca pela melhoria dos serviços prestados a população é o principal objetivo para esta mudança no setor saúde do Estado, que segundo o secretario de Planejamento e Modernização da Gestão Pública do Tocantins, Eduardo Siqueira Campos é apontada em todas as pesquisa qualitativas como o principal problema a ser solucionado. “A população clama por uma solução, o SUS trouxe grandes avanços e problemas, principalmente na gestão hospitalar que devem ser resolvidos. Estamos falando de reformulação, da reforma do sistema saúde do Tocantins, sem desrespeitar o ordenamento jurídico deste país”, disse o secretário.

A CMB – Confederação das Santas Casas da Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas veio para o Estado com a missão de ajudar nesta reformulação que de acordo com o presidente da CMB, Dr. José Reinaldo Nogueira devem se sustentar em eixos de legitimidade. “O setor público tem que aprender a contratar levando em conta a qualidade, eficiência, transparência e parceiras que irão legitimar este processo”.

Estados

No período da tarde foram apresentados os modelos de gestão de Estados que há pretensão de adotar o sistema das OS. Paraná é um destes que está em processo, em novembro será enviado para a Assembléia Legislativa daquele Estado a minuta de Lei das OS. Já no Ceará será construído os Hospital da Copa com 560 leitos através da parceria público privado no Estado.

Tocantins

O modelo de gestão por OS iniciou-se no dia 1º de setembro, proporcionando já nos primeiros dias agilidade nos atendimentos a população, exemplo disso foram às cinco cirurgias neurológicas realizadas no HGP – Hospital Geral de Palmas. Para o secretário de estadual de Saúde do Tocantins, Arnaldo Alves Nunes esta é a nova era para a saúde do Tocantins. “Temos grandes desafios que é garantir acesso amplo ao sistema, melhorar a qualidade, humanizar o atendimento e dar cobertura integral, tudo isso com um sistema moderno e inovador que prestará os melhores serviços a nossa população”.

O Secretário disse ainda que o Governo do Estado está fortalecendo o poder público, agora vamos realizar nosso verdadeiro papel que é ser gestores do sistema, priorizar as necessidades, definir políticas de saúde, controlar e fiscalizar este modelo que será sustentável a médio e longo prazo. No projeto do Tocantins ficou estabelecido como metas uma atendimento adequado ao usuário, ampliação do atendimento assistencial, padrão de qualidade, garantia da operacionalização da rede, obras de reformas e investimentos e a otimização dos gastos em saúde.

Um avanço já iniciado no HGP é o processo de informatização com digitalização de prontuários e demais serviços. O HGP será o hospital sem papel.

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